É como se somente a meus olhos coubessem ver todas essas frases ainda não escritas. Que de dentro soam em mim tão suave que quase não as percebo.
Vivo assim, planejando qualquer coisa que seja.
Fico quase entregue, quando deito ao som do nada e tudo que parece se movimentar tão rápido, perde as forças e então me dá a oportunidade de ver flash por flash, histórias lindas, de tudo o que se fez e o que há de fazer. Permaneço durante cada flash disparado escrevendo nas linhas invisíveis por baixo da mulher que fui, e a mulher que ainda floresce.
A validade das Margaridas
Quando peguei nas mãos o pacote, muitas coisas passaram na minha cabeça, a primeira foi que eu tinha um prazo pra voltar e buscar minhas sementes, eu tinha exatamente um ano para que as sementes perdessem seu prazo de validade.
A segunda coisa, foi extensão e fruto de quem tem uma imaginação comparativa como a minha, então pensei que eu tinha também outros tipos de sementes, algumas já estavam plantadas, mas por não estar por perto, eu tinha medo que um dia chegassem a morrer.
Tantas outras que desejo plantar e fazer crescer, mas ainda não sei plantar as coisas direito, não sei regar como se deve, não sei fazer bater sol, fico com o meu corpo distraído fazendo sombra onde talvez não deveria.
A terceira ou quarta coisa, foi ter pensado no jardim da minha avó, eu sentada na terra, brincando de seqüestrar formigas, de lambuzar a mão de néctar.
A décima coisa foi ter chego a conclusão que querer levar memórias em forma de matéria para qualquer lugar que eu vá não é mais do que querer crer que não abandonei aquilo que eu fui ou que acho que sou ainda, a lucidez diz que é apenas medo de transitar e renascer. Ver nas noites uma lua mais brilhante porem muita mais complicada de se observar.
Na centésima vez que pensei em alguma coisa depois de ficar segurando aquele saco de sementes por tanto tempo nas mãos, foi que desejei que tudo fosse florido não importa onde eu ou você estivesse. Que tudo fosse florido embora não haver sementes plantadas, embora habite sombra, embora não chova e não faça sol.
Que tudo seja uma grande oração contemplando todos os dias em que as coisas permanecem vivas, que de tudo que assombra prevaleça o amor e coragem.
Que as coisas tenham muitos gostos, não gosto que as coisas sejam doces o tempo todo. Que as coisas sejam mais iluminadas pelo sol que não entra mais pela minha janela, mas eu ainda o amo, pois ele não entra no meu quarto para me queimar o rosto de manhã, mas sei que pra muitos isso acontece, e a felicidade não é só quando você a está sentindo, é tambem quando está fragil e despedaçada, mas se mantem o minimo feliz, porque a felicidade está existindo para outros.
Que as coisas tenham muitos gostos, não gosto que as coisas sejam doces o tempo todo. Que as coisas sejam mais iluminadas pelo sol que não entra mais pela minha janela, mas eu ainda o amo, pois ele não entra no meu quarto para me queimar o rosto de manhã, mas sei que pra muitos isso acontece, e a felicidade não é só quando você a está sentindo, é tambem quando está fragil e despedaçada, mas se mantem o minimo feliz, porque a felicidade está existindo para outros.
As pontas
2 minutes Love Story from Matías Montarcé on Vimeo.
me percoo dia é chuvoso
a aparência é pálida
a pele é limpa
quente coberto
cobertor
só agora eu percebo que é o quinto andar
de onde vou pular
onde mergulhei
de saudade, percebo
que perco no encontro
enrolada
na ponta de uma corda
enrolando
desejo
muito mais
entre morros e prédios
as pontas
Meucorpo é vento Meucorpo é tempo
De tudo envoca o verdadeiro sentido do que sou. Tinha me esquecido. Me desperta.
Sou feita de magoas, de dor. Não sou felicidade. Não quero ser.Quero ser vida, viva. Lágrimas esquecidas,tudo mudou, tudo se transforma, não consigo lidar com as mudanças que me levam e sem eu perceber me percebem viva.
Viva não como sonhei. viva do jeito que jamais imaginei.
Da tristeza eu vim viver. Montanhas, céus alaranjados, o mar que corre dentro de mim. De olhos fechados, os pés afundam na areia quando a agua mostra vida.
Eu vim de uma coisa que nao sei o tamanho. Eu vim das rosas vermelhas, a preferir as folhas secas.
Não sei medir de quantas preces eu vim. De quanta fé, amor, odio, o odio de se odiar por não conseguir odiar o outro.
Eu vim de sons suicidas. Me matei muitas vezes e muitas vezes fui morta sem escolher.
Transbordei em olhos escuros.
Vim do buraco negro como o universo.
Vim da solidão. Vim daquilo que não sei se sou, se fui. Não sei quem eu era, apenas sinto saudades.
Venho das duvidas de não saber por onde estou correndo. Machucando os pés em flores. Odeio rosas. me mostra tua margarida. Dança comigo apenas uma vez.
Uma vez que vou partindo, e voce mal saberá quem fui.
Quanto tempo demora pra descongelar? Acende tua lareira, Vem clarear meus olhos.
Me sopra ao tempo.
Meu corpo é vento. meu corpo é tempo. quanto tempo?
Sou feita de magoas, de dor. Não sou felicidade. Não quero ser.Quero ser vida, viva. Lágrimas esquecidas,tudo mudou, tudo se transforma, não consigo lidar com as mudanças que me levam e sem eu perceber me percebem viva.
Viva não como sonhei. viva do jeito que jamais imaginei.
Da tristeza eu vim viver. Montanhas, céus alaranjados, o mar que corre dentro de mim. De olhos fechados, os pés afundam na areia quando a agua mostra vida.
Eu vim de uma coisa que nao sei o tamanho. Eu vim das rosas vermelhas, a preferir as folhas secas.
Não sei medir de quantas preces eu vim. De quanta fé, amor, odio, o odio de se odiar por não conseguir odiar o outro.
Eu vim de sons suicidas. Me matei muitas vezes e muitas vezes fui morta sem escolher.
Transbordei em olhos escuros.
Vim do buraco negro como o universo.
Vim da solidão. Vim daquilo que não sei se sou, se fui. Não sei quem eu era, apenas sinto saudades.
Venho das duvidas de não saber por onde estou correndo. Machucando os pés em flores. Odeio rosas. me mostra tua margarida. Dança comigo apenas uma vez.
Uma vez que vou partindo, e voce mal saberá quem fui.
Quanto tempo demora pra descongelar? Acende tua lareira, Vem clarear meus olhos.
Me sopra ao tempo.
Meu corpo é vento. meu corpo é tempo. quanto tempo?
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