Now please don't stand in my way
the brigde is broken...
Estava feliz, mas não sabia o que era estar feliz, esses fragmentos de felicidade, ela desconhecia desde que, não sei, desde aquela manhã. Desde que compreendeu que amava mais o sol sobre as nuvens do que qualquer coisa. Tudo era bom. Bom. Nada é tão feliz. O feliz era a intercalação do bom pro seu auge de certezas.
Na inclusão livre de excluir, manejo por excluir a inclusão do amor na solidão. Ato falho, vago, sei la. Não sei mais o que quero escrever aqui. Escrevi correndo, não no tempo, escrevi correndo atrás de coisas que aprendi a sentir nos últimos tempos, ou senti e fui aprendendo, ou nem sinto nada, e nem sequer sei o que aprendo.
É fácil não sentir nada quando já se morreu uma vez.
in tenso
Acordei fadigada dos pontos e vírgulas, de luas cheias.
Eu nunca consegui explicar o buraco que foi feito, e como ele me confundia.
Acordei fadigada, com a luz forte no rosto, um gosto ruim na boca, o corpo gelado, nu.
Na minha frente pude ver meus dedos jogados pra fora do colchão. Minha mão morta, de esmaltes escuros - solta, leve, sufocada, entre braços quentes. O peso de outro por cima de mim. As coisas simples, normais, vindas da lua cheia.
E tudo o que eu conseguia pensar era que não adiantava o quão bela fosse a vida,
eu ainda pensava em você. No nosso balão verde, lua cheia, no seu sorriso, e no buraco que só você conseguiu deixar, garota.
Eu nunca consegui explicar o buraco que foi feito, e como ele me confundia.
Acordei fadigada, com a luz forte no rosto, um gosto ruim na boca, o corpo gelado, nu.
Na minha frente pude ver meus dedos jogados pra fora do colchão. Minha mão morta, de esmaltes escuros - solta, leve, sufocada, entre braços quentes. O peso de outro por cima de mim. As coisas simples, normais, vindas da lua cheia.
E tudo o que eu conseguia pensar era que não adiantava o quão bela fosse a vida,
eu ainda pensava em você. No nosso balão verde, lua cheia, no seu sorriso, e no buraco que só você conseguiu deixar, garota.
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